Rui Rio, presidente da autarquia, revela que as receitas de bilheteira subiram 32 por cento e garante Rally de Portugal com centro logístico no Porto se os candidatos à câmara municipal quiserem
Nem a crise nem o calor intenso prejudicaram a edição do Circuito da Boavista deste ano que conseguiu superar os números de espectadores da última edição. O presidente da Câmara Municipal do Porto (CMP), Rui Rio, revelou ontem, em conferência de imprensa, que a assistência dos seis dias de provas das corridas deste ano ultrapassou as 220 mil pessoas da edição de 2011. Rio disse ainda que a receita de bilheteira subiu 32 por cento.
"A diferença está no número de vendas e não no preço dos bilhetes", explicou o presidente, sublinhando que a taxa de ocupação hoteleira na região subiu também 10 por cento e que "ultrapassa os 90 por cento" este ano. O autarca aproveitou ainda, por outro lado, para salientar que está "disponível" para assinar o protocolo que garantirá o centro logístico do Rally de Portugal na cidade se os candidatos à CMP se comprometerem com essa decisão.
"De todas as pessoas no mundo, apenas uma sabe com toda a certeza que não será presidente da Câmara do Porto: eu. Não posso comprometer a autarquia se não estou lá para o ano", disse Rio, adiantando que ainda aguarda que Luís Filipe Menezes, candidato do PSD, identifique os investidores privados que diz ter para a prova. Se tal não acontecer, assinará o protocolo, desde que Manuel Pizarro (PS) e o independente Rui Moreira validem a decisão. "Isto é algo que vai para além dos automóveis. O estado em que o país está deve-se a políticas erradas. Gastou-se onde não se devia. Durante muitos anos ninguém percebeu a CMP, agora percebem porque temos condições para investir nestes eventos e dizer "presente!" para ajudar a economia nacional", disse ainda Rui Rio.
Tiago Monteiro ficou em 11.º
O piloto britânico James Nash venceu ontem a segunda corrida, no Porto, da sétima prova do Mundial de Carros de Turismo (WTCC). O português Tiago Monteiro (Honda) terminou em 11.º lugar, depois de ter ficado em 9.º na primeira corrida da manhã. "Tivemos problemas mecânicos ontem. Tive azar. Isto tirou-nos a esperança de chegar ao pódio", disse ao PÚBLICO Tiago, garantindo que iria "dar pelo menos espectáculo".
Este mundial continua liderado pelo francês Yvan Muller, que na segunda corrida ficou em sétimo lugar. As bancadas que polvilhavam o traçado portuense estavam cheias, apesar de uma temperatura intensa que, por vezes, foi além dos 35 graus. "Estes eventos são muito positivos para qualquer cidade e, no caso do Porto, são ainda mais importantes parta toda a Região Norte", disse João Rodrigues, gerente de uma barraquinha de bifanas estacionada no interior do recinto. "O negócio está a correr muito bem", dizia João, de 55 anos, enquanto servia bebidas frescas e sandes de leitão. Ao lado, António Amorim Alves, director comercial de uma empresa de vinhos, sublinhava a importância de o evento continuar, "apesar das tricas eleitorais". "A cidade vibra e ganha muito com isto. É importante que continue no futuro, seja com que presidente for", apontou.
No recinto, bem marcado pelo ruído dos carros, música de Verão e grid girls bem características do desporto automóvel, existia até quem tivesse uma pequena piscina móvel. "Está muito calor, é bem melhor assim", sorri ao PÚBLICO um jovem que aproveitava para se refrescar. Mais à frente, um casal do Porto passeia pelo recinto marcado pelas tendas de restauração e camiões das equipas em prova. "O balanço que fazemos é positivo. Cada vez vem mais gente", sublinha Ricardo Magalhães, de 31 anos e que trabalha no sector do vinho. Já Andreia Magalhães, médica, admite que o evento está "muito marcado" com o mandato de Rio, mas espera que "continue mesmo com outro presidente".
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