“Aumento de 30% nos bilhetes vendidos”
O presidente da Câmara do Porto fez um balanço positivo em relação à organização do Circuito da Boavista e garantiu que houve "um aumento de 30 por cento no número de bilhetes vendidos" em relação ao ano anterior de prova.
Rui Rio, que avaliou um acréscimo, até ao momento, de 29 mil euros nas receitas, considerou ainda que "o Circuito faz parte da cidade" e acredita que o seu sucessor na Câmara terá capacidade "reconhecer o valor do evento". "Este evento não é da Câmara do Porto, nem meu, mas da cidade e nascido em 1931. Quando iniciámos este evento sabíamos que o risco de aceitação era reduzido (...) O meu sucessor terá que reconhecer que este evento é de interesse para a cidade, até para Portugal, embora só em tese, porque por aquilo que temos visto, o que se passa fora de Lisboa não é assim tão importante para alguns meios de comunicação social", esclareceu o autarca em conferência de imprensa.
Rui Rio reconheceu que "este ano houve mais público, mais pilotos e mais provas" e esclareceu que tiveram "a percepção que a taxa de ocupação hoteleira foi superior à de 2011". "Temos de ter em conta de que temos agora mais unidades hoteleiras do que em 2009 e 2011. Aliás, tenho relembrado, a propósito desta guerra a propósito da SRU [Sociedade de Reabilitação Urbana], que nos últimos tempos abriram ou estão para abrir 18 novas unidades hoteleiras em torno do quarteirão das Cardosas. Há mais gente e uma maior dinâmica para a cidade", afirmou ainda.
O presidente da Câmara falou ainda da hipótese de realização de um rally de Portugal no Porto mas esclareceu que a decisão será a pensar no "sucessor". "Eu tenho a proposta na minha secretária. Se eu ficasse na Câmara, não tenho dúvida de quer a minha resposta seria afirmativa. Era importante que o rally viesse para o Norte, porque há aqui muitos adeptos do desporto automóvel. Vou tomar uma decisão, mas vou ter de ponderar, porque não vou amarrar a Câmara a algo que não será para mim", admitiu.
Para António Abel, diretor técnico do Circuito da Boavista, "este foi um projecto sem grandes alterações, porque o que havia para ser feito foi feito em 2011 e nessa altura satisfez completamente quem cá esteve". "Há dois anos existiram alguns acidentes devido à visibilidade reduzida na curva da Avenida da Boavista para a Avenida do Parque, onde este ano praticamente deixou de haver acidentes. As grandes alterações tiveram sobretudo a ver com as transmissões: o número de câmaras tem aumentado praticamente todos os dias e neste momento o Circuito da Boavista pode ser visionado através de 38 câmaras (...) Em 2011 a prova foi considerada a melhor do ano no WTCC [Campeonato do Mundo de Carros de Turismo] e em equipa que ganha não é preciso mexer. Não houve necessidade de fazer mais nada", esclareceu António Abel.
Em relação ao tempo de desmontagem da estrutura que envolve o Circuito da Boavista, António Abel é peremtório: "Nos últimos anos temos vindo a reduzir os tempos de desmontagem, mas já está nos limites. Começamos por zonas em que causa mais transtorno. Montámos a Vilarinha nos últimos 10 dias e vamos desmontar nos próximos. Antes de tudo é preciso desmontar antes de tudo cabos eléctricos, fibra óptica. Em menos de um mês fica tudo desmontado", garantiu finalizando.
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